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Gaia Ciência

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Conheça Bessie Coleman, a aviadora afroamericana

Em 1922, a aviadora Bessie Coleman tornou-se a primeira mulher afroamericana a encenar um vôo público na América. As suas habilidades de vôo alto sempre impressionavam a plateia.

 

Bessie Coleman

 

Bessie Coleman foi a primeira mulher negra a ganhar uma licença de piloto. Como as escolas de vôo nos Estados Unidos negaram a sua entrada, ela aprendeu francês e mudou-se para a França, ganhando a sua licença na famosa Escola de Aviação de Caudron Brother em apenas sete meses. Coleman especializou-se no vôo do dublê e no pára-quedas, fazendo truques aéreos. Ela continua a ser uma pioneira das mulheres no campo da aviação.

 

Primeiros anos

 

Nascida em 26 de janeiro de 1892 em Atlanta, no Texas, Bessie Coleman era uma das 13 crianças de Susan e George Coleman, que trabalhavam como meeiros. O seu pai, que era descendente de nativos americanos e afroamericanos, deixou a família em busca de melhores oportunidades em Oklahoma quando Bessie era apenas uma criança. A sua mãe fez o seu melhor para apoiar a família e as crianças contribuíram assim que atingiram a idade para trabalhar.

 

Aos 12 anos de idade, Coleman começou a frequentar a Missionary Baptist Church no Texas e, depois de se formar, embarcou numa viagem para Oklahoma para frequentar a Oklahoma Colored Agricultural e Normal University (Langston University), onde completou apenas um termo devido a restrições financeiras.

 

Em 1915, aos 23 anos, Coleman mudou-se para Chicago, onde morava com seus irmãos e trabalhava como manicure. Pouco depois da sua mudança para Chicago, ela começou a ouvir e ler histórias de pilotos da Primeira Guerra Mundial, o que despertou o seu interesse pela aviação.

 

Rompendo barreiras

 

Em 1922, numa época de discriminação racial e de gênero, Coleman quebrou barreiras e se tornou a primeira mulher negra do mundo a ganhar uma licença de piloto.

 

Bessie Coleman

 

Embora quisesse criar uma escola de vôo para afroamericanos quando retornou aos Estados Unidos, Coleman especializou-se no vôo do dublê e no pára-quedas, vivendo dos truques aéreos. Em 1922, fez o primeiro vôo público de uma mulher afroamericana na América.

 

Morte

 

Tragicamente, em 30 de abril de 1926, Coleman morreu num acidente durante um ensaio para um show aéreo que a fez cair a pique para a sua morte. Ela tinha apenas 34 anos.

 

Coleman continua a ser uma pioneira das mulheres no campo da aviação.